Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaOclusão arterial aguda - embolia e condutaNível 2
Homem de 70 anos, com fibrilação atrial e sem anticoagulação, chega ao pronto-socorro com dor súbita e intensa na perna direita há 3 horas. Nega dor nas pernas ao caminhar antes desse episódio. Ao exame: membro inferior direito pálido e frio do terço médio da coxa para baixo, pulsos femoral, poplíteo e distais ausentes à direita, com pulsos normais no membro esquerdo. Há leve diminuição da sensibilidade nos dedos, com movimentos e força preservados. O Doppler portátil não mostra sinal arterial no pé direito, mas o sinal venoso está presente.
Qual é a conduta mais adequada?
AHeparina não fracionada intravenosa e embolectomia arterial com cateter de Fogarty de urgência✓ correta
BCilostazol, controle dos fatores de risco e programa de caminhada supervisionada
CAmputação primária acima do joelho
DAngiografia eletiva ambulatorial para planejar revascularização
EÁcido acetilsalicílico e observação clínica por 24 horas
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: o início súbito, a fibrilação atrial, a ausência de claudicação prévia e os pulsos normais no outro membro sugerem oclusão arterial aguda de origem embólica, e não trombose sobre doença arterial crônica. O membro está ameaçado, mas viável (perda sensitiva leve, sem perda motora, categoria IIa de Rutherford), o que exige anticoagulação imediata com heparina e revascularização de urgência, em geral por embolectomia com cateter de Fogarty. Cilostazol e caminhada (B) tratam a claudicação crônica. A amputação (C) só é indicada em membro inviável, com paralisia e perda sensitiva completa. Atrasar o tratamento (D e E) leva à perda do membro, pois a isquemia muscular se torna irreversível em poucas horas. Referência: diretrizes da ESVS (2020) e da SBACV para isquemia aguda de membro.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.