Exercícios › Seminário Integrador em Clínica Cirúrgica

Cirurgia bariátrica - hérnia interna após bypass em Y de Roux — Seminário Integrador em Clínica Cirúrgica

Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaCirurgia bariátrica - hérnia interna após bypass em Y de RouxNível 3

Mulher de 34 anos foi submetida a bypass gástrico em Y de Roux por via laparoscópica há 2 anos e perdeu 45 kg. Há algumas semanas tem episódios intermitentes de dor em cólica no epigástrio e na região periumbilical após as refeições, que melhoram espontaneamente. Hoje procurou o pronto-socorro com dor intensa há 6 horas e náuseas. Ao exame: PA de 118/76 mmHg, FC de 96 bpm, afebril, abdome pouco distendido e com dor leve à palpação, sem peritonite. Hemograma, lactato, lipase e enzimas hepáticas são normais.

A tomografia de abdome com contraste mostra rotação dos vasos mesentéricos em torno de um eixo (sinal do redemoinho) e alças de delgado agrupadas no quadrante superior esquerdo.

Qual é a conduta mais adequada?

AEndoscopia digestiva alta para investigar úlcera da anastomose
BTratamento conservador com sonda nasogástrica e reavaliação em 48 horas
CLaparoscopia exploradora de urgência, com redução das alças e fechamento dos defeitos mesentéricos✓ correta
DUltrassonografia para pesquisa de colelitíase e colecistectomia eletiva
EDieta líquida, inibidor de bomba de prótons e retorno ambulatorial
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: dor abdominal em cólica recorrente após bypass gástrico, sobretudo depois de grande perda de peso, junto com o sinal do redemoinho na tomografia, indica hérnia interna (pelos espaços de Petersen ou mesentérico). A conduta é a exploração cirúrgica de urgência, em geral por laparoscopia, com redução das alças e fechamento dos defeitos, mesmo com exame físico pouco alterado e laboratório normal, porque o estrangulamento pode evoluir rápido. O tratamento conservador (B e E) atrasa o diagnóstico e expõe a paciente a necrose de alça; o exame físico e o lactato normais não excluem isquemia nesses casos. A úlcera da anastomose (A) e a colelitíase (D) são complicações tardias reais do bypass, mas não explicam os achados tomográficos. Referência: diretrizes da SBCBM e da ASMBS sobre complicações tardias da cirurgia bariátrica.
Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.
Pratique mais — de graça

No Canetinha você resolve questões com correção na hora e explicação da IA, acompanha seu progresso e segue seus professores. É grátis.

Criar conta grátisVer mais exercícios

Questões relacionadas de Seminário Integrador em Clínica Cirúrgica

Avaliação pré-operatória - classificação ASA: Homem de 58 anos será submetido a hernioplastia inguinal direita eletiva. Tem hipertensão …Avaliação pré-operatória - risco cardiovascular (RCRI/Lee): Mulher de 67 anos tem indicação de gastrectomia subtotal eletiva por adenocarcinoma gástri…Manejo de medicações no perioperatório - anticoagulantes: Homem de 72 anos, com fibrilação atrial não valvar e CHA2DS2-VASc de 3, usa apixabana 5 mg…Diverticulite aguda - classificação de Hinchey e conduta: Mulher de 68 anos, com história de constipação crônica, apresenta dor na fossa ilíaca esqu…