Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaColangite aguda - diagnóstico e drenagem biliarNível 1
Homem de 70 anos é levado ao pronto-socorro com febre e calafrios, icterícia e dor no hipocôndrio direito há 2 dias. Ao exame: temperatura de 39,2 °C, PA de 110/70 mmHg, FC de 108 bpm, consciente e orientado, ictérico 3+/4+, com dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames: leucócitos de 18.000/mm³, bilirrubina total de 6,0 mg/dL, fosfatase alcalina e GGT elevadas, creatinina normal.
A ultrassonografia mostra colédoco de 13 mm com cálculo no seu terço distal.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta adequada?
AColecistite aguda; colecistectomia videolaparoscópica de urgência
BHepatite viral aguda; suporte clínico e pedido de sorologias
CColangite aguda; antibioticoterapia intravenosa e drenagem biliar precoce, de preferência por CPRE✓ correta
DPancreatite aguda biliar; jejum, hidratação e tomografia em 72 horas
EColangite aguda; antibioticoterapia oral e colecistectomia eletiva
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: febre, icterícia e dor no hipocôndrio direito (tríade de Charcot), com colestase e dilatação do colédoco por cálculo, definem colangite aguda. Pelas Diretrizes de Tóquio 2018, a febre de 39 °C ou mais, a leucocitose acima de 12.000/mm³ e a bilirrubina de 5 mg/dL ou mais classificam o quadro como grau II, que exige antibiótico intravenoso e drenagem biliar precoce, sendo a CPRE o método de escolha. A colecistectomia de urgência (A) não desobstrui a via biliar principal. A hepatite viral (B) não explica a dilatação do colédoco. Antibiótico oral com cirurgia eletiva (E) é insuficiente, pois a obstrução mantida leva à sepse. Referência: Diretrizes de Tóquio 2018 (TG18) para colangite aguda.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.