Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaApendicite aguda complicada - abscesso apendicularNível 2
Homem de 45 anos, previamente hígido, refere dor na fossa ilíaca direita há 6 dias, febre e inapetência. Automedicou-se com analgésicos. Ao exame: temperatura de 38,3 °C, FC de 96 bpm, PA de 128/80 mmHg, massa dolorosa e mal delimitada palpável na fossa ilíaca direita, sem sinais de peritonite difusa. Leucócitos de 16.500/mm³ e PCR elevada.
A tomografia de abdome com contraste mostra uma coleção organizada de 5 cm, com parede espessada e captante de contraste, adjacente ao ceco. O apêndice não é individualizado e não há pneumoperitônio livre.
Qual é a conduta mais adequada neste momento?
AApendicectomia videolaparoscópica de urgência nas próximas horas
BLaparotomia exploradora com hemicolectomia direita de urgência
CTratamento ambulatorial com antibiótico oral e retorno em 10 dias
DColonoscopia de urgência para excluir neoplasia de ceco
EAntibioticoterapia intravenosa e drenagem percutânea da coleção guiada por imagem✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: na apendicite complicada com abscesso bem formado (maior que 3 a 4 cm), em paciente estável e com quadro de vários dias, a conduta preferida é antibioticoterapia intravenosa associada à drenagem percutânea guiada por TC ou ultrassonografia. A cirurgia imediata nesse cenário (A e B) costuma ser tecnicamente difícil, com maior risco de lesão de alça, ressecção ileocecal desnecessária e fístula. O tratamento ambulatorial (C) é inadequado para um paciente febril com abscesso. A colonoscopia deve ser feita depois da resolução do quadro em pacientes acima de 40 anos, para excluir neoplasia, e não na fase aguda (D), quando há risco de perfuração. Referência: diretrizes WSES de apendicite aguda (2020).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.