Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaATLS - via aérea definitivaNível 1
Homem de 25 anos, vítima de queda de motocicleta, chega à sala de emergência com colar cervical e prancha. Está com respiração ruidosa, FR de 10 irpm e saturação de 89% com máscara não reinalante. Abre os olhos apenas à dor, emite sons incompreensíveis e apresenta flexão anormal dos membros (Glasgow 7). PA de 128/80 mmHg, FC de 92 bpm.
Qual é a conduta mais adequada na avaliação primária?
AInserir cânula orofaríngea e ventilar com bolsa-válvula-máscara até a realização da tomografia de crânio
BRealizar intubação orotraqueal com sequência rápida, mantendo a restrição de movimento da coluna cervical✓ correta
CRealizar cricotireoidostomia cirúrgica imediata pelo risco de lesão da coluna cervical
DRealizar intubação nasotraqueal às cegas para evitar a extensão do pescoço
EInserir máscara laríngea como via aérea definitiva e transferir para a tomografia
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: Glasgow de 8 ou menos e incapacidade de manter a via aérea e a oxigenação indicam via aérea definitiva, e a primeira escolha é a intubação orotraqueal com sequência rápida, com estabilização manual em linha da coluna cervical (ATLS 10ª edição). A cânula orofaríngea e a ventilação com máscara são apenas medidas temporárias e não protegem a via aérea contra aspiração. A cricotireoidostomia fica reservada à falha ou impossibilidade de intubação, e não é imposta pela suspeita de lesão cervical. A intubação nasotraqueal às cegas é contraindicada em apneia ou hipoventilação grave e em suspeita de fratura de base de crânio. A máscara laríngea não é via aérea definitiva, pois não tem balonete na traqueia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.