Seminário Integrador em Clínica CirúrgicaComplicações pós-operatórias - deiscência e evisceraçãoNível 1
Mulher de 70 anos, obesa e tabagista, está no 7º dia de pós-operatório de laparotomia mediana por obstrução intestinal. Após crise de tosse, percebe saída abundante de líquido serossanguinolento pela ferida. Ao exame, há abertura de toda a aponeurose, com alças de delgado exteriorizadas através da ferida. FC de 96 bpm, PA de 130/80 mmHg.
Qual é a conduta mais adequada?
AReintroduzir as alças manualmente à beira do leito e aplicar curativo compressivo
BManter a ferida aberta e aguardar fechamento por segunda intenção com curativo diário
CColocar cinta abdominal e programar correção ambulatorial da hérnia incisional
DCobrir as alças com compressas estéreis umedecidas em soro e levar ao centro cirúrgico para fechamento da parede✓ correta
ESolicitar tomografia de abdome antes de definir se há indicação de reoperação
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a evisceração é uma emergência cirúrgica, e as alças devem ser protegidas com compressas estéreis úmidas, com o paciente em repouso, analgesia e jejum, seguido de reoperação para revisão da cavidade e fechamento da parede. A saída de líquido serossanguinolento costuma anunciar a deiscência aponeurótica. Reintroduzir as alças à beira do leito expõe a contaminação e lesão de víscera e não resolve o defeito. Fechamento por segunda intenção e cinta só cabem para deiscência superficial de pele ou hérnia já estabelecida, e não para víscera exposta. A tomografia não muda a conduta e atrasa o tratamento.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.