Medicina Intensiva e TerminalidadeControle de sintomas no fim de vida: delirium terminalNível 2
Mulher de 72 anos com câncer de ovário avançado está nos últimos dias de vida, internada na enfermaria. Há 24 horas está agitada, desorientada, puxa o acesso venoso e diz ver pessoas no quarto. A equipe já descartou retenção urinária, fecaloma e dor não controlada, e revisou os medicamentos. A família pede ajuda porque a paciente parece sofrer.
Qual é a conduta farmacológica inicial mais adequada, junto com as medidas ambientais?
AAntipsicótico, como haloperidol, em dose baixa e titulada✓ correta
BBenzodiazepínico isolado, como diazepam, para acalmar a paciente
CContenção mecânica contínua para evitar a perda do acesso venoso
DAumento da dose de opioide, porque a agitação costuma ser dor não verbalizada
ESedação paliativa contínua e profunda imediata, porque todo delirium no fim de vida é refratário
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A correta é a A. No delirium hiperativo do fim de vida, depois de investigar causas reversíveis de forma proporcional e adotar medidas ambientais (presença da família, orientação, iluminação adequada), o antipsicótico, como o haloperidol, é a primeira escolha farmacológica. O benzodiazepínico isolado (B) pode piorar a confusão e fica reservado para associação nos casos de agitação refratária. A contenção mecânica (C) aumenta a agitação e o sofrimento. Aumentar o opioide sem dor evidente (D) pode piorar o delirium. A sedação paliativa (E) só é indicada quando o sintoma é refratário às medidas habituais, o que ainda não foi testado neste caso.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.