Medicina Intensiva e TerminalidadeControle de sintomas no fim de vida: dispneiaNível 2
Mulher de 67 anos com fibrose pulmonar idiopática avançada está em cuidados de fim de vida na enfermaria. Ela tem dispneia em repouso e muita ansiedade, apesar do oxigênio por cateter nasal. Saturação de 92%, frequência respiratória de 30 irpm, lúcida. Já usa as medidas de posicionamento. A família teme que 'remédio forte' faça a paciente parar de respirar.
Qual é a conduta mais adequada para a dispneia?
AAumentar o fluxo de oxigênio até atingir saturação de 100%
BIniciar opioide (morfina) em dose baixa, titulada pela resposta, e associar medidas não farmacológicas, como ventilador portátil direcionado ao rosto✓ correta
CUsar benzodiazepínico isolado como primeira linha, porque a ansiedade é a causa principal da dispneia
DEvitar opioides, porque eles causam depressão respiratória e abreviam a vida em pacientes pneumopatas
EIndicar intubação orotraqueal para aliviar o esforço respiratório
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A correta é a B. Opioide em dose baixa e titulada é o tratamento farmacológico de primeira linha para a dispneia refratária na doença avançada. Nessas doses, não causa depressão respiratória clinicamente relevante nem abrevia a vida, e por isso o receio da alternativa D é um mito que deve ser esclarecido à família. O ventilador portátil direcionado ao rosto é uma medida simples e eficaz. Aumentar o oxigênio com saturação já adequada (A) não alivia a sensação de falta de ar. O benzodiazepínico (C) fica como adjuvante quando há ansiedade importante, não como monoterapia de primeira linha. Intubação (E) contraria os objetivos de cuidado definidos para a paciente.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.