Medicina Intensiva e TerminalidadeNeurointensivismo: TCE grave, Glasgow e hipertensão intracranianaNível 2
Homem de 25 anos chega à sala de emergência após acidente de moto. Ele abre os olhos só à dor, emite sons incompreensíveis e retira o membro ao estímulo doloroso. A pupila direita está levemente maior que a esquerda, mas ainda reage à luz. PA de 132/80 mmHg, SpO2 de 93% com máscara de oxigênio, e não há outras lesões graves aparentes.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AIntubação orotraqueal para proteger a via aérea, evitando hipotensão e hipoxemia, com cabeceira elevada a 30 graus, normocapnia e tomografia de crânio assim que estiver estável.✓ correta
BHiperventilação profilática com PaCO2 alvo de 25 mmHg nas primeiras 24 horas.
CMetilprednisolona em dose alta para reduzir o edema cerebral.
DFazer a tomografia de crânio antes de qualquer manejo de via aérea, porque o paciente ainda respira espontaneamente.
EInfundir soro glicosado a 5% como fluido de manutenção para evitar hiperglicemia.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a escala de Glasgow é 8 (abertura ocular 2, resposta verbal 2, resposta motora 4), o que define TCE grave e indica intubação para proteger a via aérea; a prioridade é evitar as lesões secundárias por hipotensão e hipoxemia, com cabeceira a 30 graus e normocapnia. A hiperventilação profilática (B) causa vasoconstrição e isquemia cerebral, e só se usa por pouco tempo como ponte diante de sinais de herniação. Corticoide (C) aumentou a mortalidade no TCE. Atrasar a via aérea para fazer a tomografia (D) expõe o paciente a hipoxemia e broncoaspiração. Soluções hipotônicas, como o soro glicosado (E), pioram o edema cerebral.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.