Medicina Intensiva e TerminalidadeSedação e analgesia na UTI: analgesia primeiro e RASSNível 1
Homem de 50 anos está intubado na UTI no primeiro dia de pós-operatório de laparotomia por úlcera perfurada. Ele está agitado, puxando o tubo, com RASS +2, careta facial, rigidez de membros e assincronia com o ventilador; a escala comportamental de dor está elevada. Não há hipoxemia nem instabilidade hemodinâmica. A prescrição tem apenas dipirona se necessário.
Qual é a conduta mais adequada?
AOtimizar a analgesia com opioide intravenoso (por exemplo, fentanila) e titular a sedação mínima necessária, com alvo de RASS entre 0 e -2.✓ correta
BAdministrar bolus repetidos de midazolam até RASS de -4 para garantir a segurança do tubo.
CFazer contenção mecânica dos membros superiores como medida principal.
DIniciar haloperidol em dose fixa, porque o quadro é de delirium hiperativo.
EIniciar propofol em dose alta para sedação profunda nas primeiras 48 horas.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a agitação acompanhada de sinais comportamentais de dor, em paciente recém-operado com analgesia insuficiente, pede a estratégia de analgesia primeiro (analgossedação), com opioide e sedação leve titulada para RASS de 0 a -2. A sedação profunda com benzodiazepínico (B) e a sedação profunda precoce com propofol (E) aumentam o tempo de ventilação, o delirium e a mortalidade. A contenção mecânica (C) não trata a causa e pode piorar a agitação. Rotular como delirium e usar haloperidol (D) sem antes tratar a dor é um erro de raciocínio frequente.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.