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Parada cardiorrespiratória: ritmos não chocáveis e causas reversíveis — Medicina Intensiva e Terminalidade

Medicina Intensiva e TerminalidadeParada cardiorrespiratória: ritmos não chocáveis e causas reversíveisNível 1

Mulher de 68 anos internada na enfermaria é encontrada irresponsiva, sem respiração normal e sem pulso central palpável. A RCP é iniciada e o monitor do desfibrilador mostra ritmo organizado, com complexos QRS estreitos a uma frequência de 50 por minuto. A checagem confirma ausência de pulso.

Qual é a conduta correta?

AAplicar desfibrilação imediata com a carga máxima do aparelho.
BFazer cardioversão elétrica sincronizada, porque há ritmo organizado no monitor.
CAdministrar atropina para tratar a bradicardia e reavaliar o pulso.
DManter RCP de alta qualidade, administrar adrenalina o quanto antes e repetir a cada 3 a 5 minutos, e buscar as causas reversíveis (5H e 5T).✓ correta
EAdministrar amiodarona em bolus e manter a RCP.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: ritmo organizado sem pulso é atividade elétrica sem pulso (AESP), um ritmo não chocável; o tratamento é RCP de alta qualidade, adrenalina o mais cedo possível (a cada 3 a 5 minutos) e busca ativa das causas reversíveis, como hipovolemia, hipóxia, hipercalemia, tamponamento e tromboembolismo pulmonar. Desfibrilação (A) só serve para ritmos chocáveis, como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. Cardioversão sincronizada (B) é para taquiarritmias com pulso. A atropina (C) saiu do algoritmo de PCR por falta de benefício. A amiodarona (E) é usada na FV ou TV sem pulso refratária ao choque.
Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.
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