Medicina Intensiva e TerminalidadeInsuficiência respiratória aguda: cateter nasal de alto fluxoNível 2
Mulher de 48 anos, previamente hígida, está na enfermaria com pneumonia comunitária bilateral. Ela está alerta, com FR de 32 irpm, uso de musculatura acessória e SpO2 de 88% com máscara de Venturi a 50%. A PA é de 118/72 mmHg, sem vasopressor. Gasometria arterial: pH 7,46; PaCO2 32 mmHg; PaO2 58 mmHg. Não há hipercapnia, rebaixamento de consciência nem outras disfunções orgânicas.
Qual é a conduta ventilatória inicial mais adequada?
AIntubação orotraqueal imediata, indicada pela hipoxemia isolada.
BVentilação não invasiva como estratégia preferencial, mantida até a resolução da pneumonia.
CAumentar a máscara de Venturi para 60% e reavaliar em 24 horas na enfermaria.
DCateter nasal de alto fluxo em UTI, com reavaliação frequente para não atrasar a intubação se ele falhar.✓ correta
EManter a máscara de Venturi a 50%, porque SpO2 de 88% é aceitável para essa paciente.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: na insuficiência respiratória aguda hipoxêmica sem hipercapnia, as diretrizes atuais preferem o cateter nasal de alto fluxo à oxigenoterapia convencional e à VNI, por reduzir a necessidade de intubação e melhorar o conforto. Pela gravidade, a paciente deve ser transferida para a UTI, onde a resposta é reavaliada com frequência (por exemplo, pelo índice ROX) para não atrasar a intubação se o tratamento falhar. A VNI (B) não é preferencial na hipoxemia de novo e pode atrasar a intubação, com volumes correntes altos e lesão pulmonar. A intubação imediata (A) não é obrigatória numa paciente alerta e hemodinamicamente estável. Ficar na enfermaria (C) ou aceitar a SpO2 de 88% (E) ignora o desconforto importante e o risco de piora rápida em paciente sem doença pulmonar crônica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.