Genética ClínicaSíndrome de Klinefelter - testosterona e fertilidadeNível 2
Homem de 32 anos é investigado por infertilidade conjugal. Tem testículos pequenos e firmes, ginecomastia discreta e proporções eunucoides. O espermograma mostra azoospermia, com FSH e LH elevados e testosterona total baixa. O cariótipo é 47,XXY. O casal deseja ter filhos biológicos.
Qual é a orientação mais adequada?
AIniciar testosterona intramuscular de imediato, pois normaliza a espermatogênese e permite gravidez espontânea.
BInformar que a esterilidade é absoluta e que as únicas opções são adoção ou sêmen de doador.
CPrescrever testosterona e programar biópsia testicular após um ano de reposição, quando os túbulos tiverem se recuperado.
DEncaminhar para recuperação cirúrgica de espermatozoides (micro-TESE) com reprodução assistida antes de iniciar testosterona exógena.✓ correta
ESolicitar cariótipo da parceira, pois a infertilidade do casal provavelmente tem herança autossômica recessiva.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: na síndrome de Klinefelter não mosaico ainda podem existir focos de espermatogênese, e a micro-TESE associada à injeção intracitoplasmática de espermatozoides permite paternidade biológica em parte dos casos. A testosterona exógena suprime o eixo hipotálamo-hipofisário e reduz a espermatogênese intratesticular, por isso deve ser adiada ou planejada junto com a equipe de reprodução. As alternativas A e C invertem esse efeito: a reposição não recupera os túbulos. A alternativa B é falsa porque a esterilidade não é absoluta. A causa está definida pelo cariótipo do paciente, então não há motivo para atribuí-la à parceira (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.