Farmacologia Clínica IIDPOC: terapia inalatória e corticoide inalatório guiado por eosinófilos (GOLD)Nível 3
Homem de 68 anos, ex-tabagista (50 anos-maço), tem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) de 45% do previsto. Usa tiotrópio + olodaterol (antimuscarínico de longa ação, LAMA, e beta-2 agonista de longa ação, LABA) com boa técnica inalatória e adesão. Teve 2 exacerbações moderadas no último ano, tratadas com corticoide oral. Os eosinófilos no sangue são de 350 células/µL.
Qual é o próximo passo terapêutico mais adequado?
ASubstituir o LAMA + LABA por LABA + corticoide inalatório
BAssociar azitromicina contínua como próxima etapa preferencial
CAssociar teofilina oral para efeito broncodilatador adicional
DAssociar mepolizumabe (anti-interleucina 5) antes de qualquer outro ajuste
EAssociar corticoide inalatório, formando a terapia tripla (LAMA + LABA + corticoide inalatório)✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: segundo a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), o paciente que exacerba em uso de LAMA + LABA e tem eosinófilos de 100 células/µL ou mais, sobretudo 300 ou mais, deve passar à terapia tripla. Os eosinófilos predizem a resposta ao corticoide inalatório, que reduz exacerbações e mortalidade nesse grupo, embora aumente o risco de pneumonia. Trocar para LABA + corticoide inalatório (A) retira o LAMA e não é recomendado. A azitromicina é considerada principalmente em ex-tabagistas com eosinófilos abaixo de 100 células/µL. A teofilina tem eficácia modesta, muitas interações e índice terapêutico estreito.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.