Farmacologia Clínica IIMetabolismo ósseo: bisfosfonatos e denosumabe na doença renal crônicaNível 3
Mulher de 72 anos, com fratura vertebral por fragilidade, densitometria com T-escore de -3,1 em coluna lombar, doença renal crônica com TFGe de 25 mL/min/1,73 m² e trombose venosa profunda prévia. A 25-hidroxivitamina D é de 14 ng/mL e o cálcio sérico está no limite inferior da normalidade.
Qual é a opção terapêutica antirreabsortiva mais adequada?
AAlendronato 70 mg por semana, em jejum e em posição ortostática
BÁcido zoledrônico 5 mg intravenoso uma vez ao ano
CRaloxifeno 60 mg/dia
DDenosumabe, após corrigir a vitamina D e o cálcio, sem interrupção abrupta posterior✓ correta
ETerapia hormonal estrogênica sistêmica
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: o denosumabe, anticorpo anti-RANKL, não tem eliminação renal e pode ser usado na doença renal crônica avançada. Como o risco de hipocalcemia grave é maior nesses pacientes, vitamina D e cálcio devem ser corrigidos antes. A interrupção sem terapia sequencial causa rebote da reabsorção e fraturas vertebrais múltiplas. Os bisfosfonatos (A e B) são eliminados pelos rins e não são recomendados com TFGe abaixo de 30 a 35 mL/min/1,73 m², e o ácido zoledrônico intravenoso ainda pode ser nefrotóxico. O raloxifeno e o estrogênio aumentam o risco de tromboembolismo venoso, contraindicado pela trombose prévia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.