Farmacologia Clínica IIInsulinas basais: farmacocinética da NPH e hipoglicemia noturnaNível 2
Homem de 48 anos, com diabetes mellitus tipo 2, usa insulina NPH 20 UI antes do café da manhã e 14 UI antes do jantar (19 h), além de insulina regular antes do almoço. Traz registro de glicemias capilares com hipoglicemias repetidas por volta das 3 h (52 a 60 mg/dL) e glicemias de jejum entre 90 e 110 mg/dL. As glicemias diurnas estão dentro da meta.
Qual é o ajuste mais adequado?
AAumentar em 20% a NPH do jantar, pois a hipoglicemia indica efeito rebote
BTransferir a NPH noturna para o horário de dormir ou trocá-la por um análogo de ação longa, como a glargina✓ correta
CSuspender a NPH da manhã para reduzir o efeito acumulado da insulina
DSubstituir a NPH do jantar pela mesma dose de insulina regular
EAntecipar a NPH noturna para as 17 h, para que o pico ocorra antes de o paciente dormir
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a NPH tem pico de ação cerca de 4 a 10 horas após a aplicação, de modo que a dose das 19 h coincide com a madrugada e causa hipoglicemia noturna. Aplicá-la ao deitar desloca o pico para perto do amanhecer. Análogos de ação longa como a glargina têm perfil praticamente sem pico e reduzem as hipoglicemias noturnas. Aumentar a dose (A) parte de uma interpretação equivocada de rebote e agravaria o quadro. Antecipar para as 17 h (E) não tira o pico da madrugada, e a insulina regular (D) não faz o papel de insulina basal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.