Farmacologia Clínica IIMetformina: ajuste pela TFG e acidose láticaNível 1
Mulher de 62 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos, usa metformina 2 g/dia e tem hemoglobina glicada de 7,1%. Nos exames de rotina, a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) é de 28 mL/min/1,73 m², estável em duas dosagens com 3 meses de intervalo. Ela não tem sintomas.
Qual é a conduta mais adequada em relação à metformina?
AManter a dose atual, pois a metformina não tem eliminação renal relevante
BReduzir para 1 g/dia e manter, pois a contraindicação só começa com TFGe abaixo de 15 mL/min/1,73 m²
CSuspender a metformina, pois com TFGe abaixo de 30 mL/min/1,73 m² o fármaco se acumula e aumenta o risco de acidose lática✓ correta
DManter a dose e associar bicarbonato de sódio oral para prevenir a acidose metabólica
ETrocar para a formulação de liberação prolongada na mesma dose, que dispensa ajuste renal
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a metformina é eliminada sem alteração pelos rins, por filtração e secreção tubular, e se acumula na doença renal crônica, o que aumenta o risco de acidose lática. Por isso está contraindicada quando a TFGe fica abaixo de 30 mL/min/1,73 m². Entre 30 e 45, a dose máxima recomendada é de cerca de 1 g/dia e não se deve começar o tratamento nessa faixa. A alternativa A erra a farmacocinética, pois a eliminação é quase toda renal. A formulação de liberação prolongada (E) muda só a absorção, não a depuração renal, e segue a mesma restrição.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.