Farmacologia Clínica IIAntimaláricos - malária vivax na gestação e primaquinaNível 3
Gestante de 24 semanas, moradora de área rural do Amazonas, apresenta febre, calafrios e cefaleia há 3 dias. A gota espessa confirma Plasmodium vivax, sem sinais de gravidade. Ela nunca fez teste para deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD).
Segundo o guia de tratamento da malária do Ministério da Saúde, qual é a conduta mais adequada?
ACloroquina por 3 dias, sem primaquina durante a gestação, seguida de cloroquina semanal para prevenir recaídas.✓ correta
BCloroquina por 3 dias associada a primaquina por 7 dias, o mesmo esquema usado em adultos não gestantes.
CArtemeter + lumefantrina por 3 dias associado a primaquina, para tratar as formas sanguíneas e os hipnozoítos.
DPrimaquina isolada por 14 dias, desde que o teste para deficiência de G6PD seja normal.
ETafenoquina em dose única associada a cloroquina, para garantir adesão e eliminar os hipnozoítos.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: na gestação, a malária vivax é tratada com cloroquina, que elimina as formas sanguíneas. A primaquina e a tafenoquina, que eliminam os hipnozoítos hepáticos, são contraindicadas porque podem causar hemólise no feto, cujo estado de G6PD é desconhecido. Para reduzir recaídas, o Ministério da Saúde recomenda cloroquina semanal profilática, e a cura radical com primaquina fica para depois da gestação e do período inicial de amamentação. As alternativas B, C, D e E incluem primaquina ou tafenoquina e por isso estão incorretas, mesmo com teste de G6PD materno normal (D).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.