Clínica CirúrgicaCirurgia vascular - oclusão arterial agudaNível 2
Homem, 70 anos, com fibrilação atrial e sem anticoagulação por conta própria, procura o pronto-socorro com dor súbita e intensa na perna esquerda há 4 horas. Ao exame, o membro inferior esquerdo está pálido e frio do terço médio da perna para baixo, com pulso femoral presente e pulsos poplíteo, tibial posterior e pedioso ausentes. Há diminuição da sensibilidade nos dedos, com força muscular preservada. O membro inferior direito tem todos os pulsos normais, e o paciente não tem história de claudicação.
Qual é a conduta mais adequada?
APrescrever ácido acetilsalicílico e cilostazol e reavaliar em ambulatório
BIndicar amputação primária acima do joelho
CManter o membro elevado e aplicar compressas quentes até a melhora da perfusão
DAguardar a demarcação da isquemia e iniciar anticoagulação somente após 72 horas
EIniciar heparina não fracionada endovenosa em bolus imediatamente e indicar revascularização de urgência, como embolectomia com cateter de Fogarty✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
O quadro é de oclusão arterial aguda de origem embólica (fibrilação atrial, início súbito, pulsos contralaterais normais e ausência de claudicação prévia). Com déficit sensitivo leve e força preservada, o membro está ameaçado mas viável (Rutherford IIa). A conduta é heparina não fracionada endovenosa imediata, para evitar a progressão do trombo, e revascularização de urgência, sendo a embolectomia com cateter de Fogarty a opção clássica. Antiagregantes e cilostazol tratam a doença arterial crônica, não a oclusão aguda. Elevar o membro reduz ainda mais a perfusão, e o calor aumenta o consumo de oxigênio e pode queimar a pele sem sensibilidade. A amputação primária só se aplica ao membro inviável (Rutherford III).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.