Clínica CirúrgicaApendicite aguda - escore de Alvarado e condutaNível 1
Homem, 23 anos, procura o pronto-socorro com dor abdominal iniciada há 18 horas na região periumbilical, que migrou para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia e náuseas. Ao exame: temperatura axilar de 38,1 °C, FC 96 bpm, PA 124/78 mmHg, dor à palpação e à descompressão brusca na fossa ilíaca direita. Hemograma: leucócitos 15.200/mm³, com 84% de neutrófilos e 10% de bastões.
Com base no escore de Alvarado e no quadro clínico, qual é a conduta mais adequada?
ASolicitar tomografia de abdome com contraste para confirmar o diagnóstico antes de indicar a cirurgia
BIniciar antibioticoterapia exclusiva e reavaliar a necessidade de cirurgia em 24 horas
CIndicar apendicectomia, preferencialmente videolaparoscópica, com antibioticoprofilaxia✓ correta
DManter em observação com reavaliação clínica seriada e novo hemograma em 12 horas
ESolicitar ultrassonografia de abdome e dar alta se o apêndice não for visualizado
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
O paciente pontua 10 no escore de Alvarado (migração da dor, anorexia, náuseas, dor em FID, descompressão positiva, febre, leucocitose e desvio à esquerda), o que indica alta probabilidade de apendicite aguda; nesse cenário, em homem jovem, a apendicectomia está indicada sem necessidade de exame de imagem adicional, preferencialmente por via laparoscópica e com antibioticoprofilaxia. A tomografia é útil nos casos de probabilidade intermediária ou em pacientes com dúvida diagnóstica, e só atrasaria a cirurgia aqui. A observação seriada é reservada a escores baixos ou intermediários. O tratamento exclusivo com antibiótico é opção discutida apenas em casos selecionados de apendicite não complicada confirmada por imagem, e não é a conduta padrão. Uma ultrassonografia que não visualiza o apêndice não exclui o diagnóstico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.