Clínica CirúrgicaProctologia - fissura anal crônicaNível 1
Mulher, 30 anos, com constipação intestinal, refere dor anal intensa durante e após as evacuações há 3 meses, que dura cerca de 1 hora, com sangue vermelho vivo em pequena quantidade no papel higiênico. À inspeção anal com afastamento das nádegas, observa-se úlcera na linha média posterior, com bordas endurecidas, plicoma sentinela e fibras do esfíncter anal interno visíveis no fundo. Não há sinais de abscesso nem de doença inflamatória intestinal.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AEsfincterotomia lateral interna imediata como primeira medida
BFistulotomia com curetagem do trajeto
CHemorroidectomia com ressecção do plicoma sentinela
DMedidas higienodietéticas (fibras, ingesta hídrica e banhos de assento) associadas a relaxante esfincteriano tópico, como diltiazem ou nitroglicerina✓ correta
EDilatação anal forçada sob anestesia
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
O quadro é de fissura anal crônica (mais de 6 a 8 semanas, com plicoma sentinela, bordas endurecidas e fibras do esfíncter interno expostas). O tratamento inicial, segundo as diretrizes de coloproctologia, ainda é clínico: corrigir a constipação com fibras e água, banhos de assento e relaxante esfincteriano tópico (diltiazem ou nitroglicerina), com toxina botulínica como alternativa. A esfincterotomia lateral interna é o tratamento cirúrgico de escolha, mas fica reservada para a falha do tratamento clínico, pelo pequeno risco de incontinência. A dilatação anal forçada foi abandonada por causar lesão esfincteriana não controlada. Fistulotomia e hemorroidectomia tratam outras doenças.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.