Clínica CirúrgicaPancreatite aguda - classificação de Atlanta revisadaNível 3
Mulher, 55 anos, internada com pancreatite aguda biliar, chega com creatinina de 2,4 mg/dL (basal 0,8 mg/dL) e oligúria. Após ressuscitação volêmica guiada por metas, a função renal normaliza em 30 horas. Não apresentou disfunção respiratória nem cardiovascular. No 7º dia, por persistência da dor e febre baixa, é realizada tomografia com contraste, que mostra coleção necrótica aguda peripancreática, sem gás e sem sinais de infecção.
De acordo com a classificação de Atlanta revisada (2012), qual é a gravidade desse quadro?
ALeve
BGrave, pela presença de necrose pancreática ou peripancreática
CModeradamente grave✓ correta
DGrave, pela falência renal presente na admissão
ECrítica
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
Na classificação de Atlanta revisada, a pancreatite moderadamente grave é definida por falência orgânica transitória (que se resolve em até 48 horas) e/ou complicações locais ou sistêmicas sem falência persistente. A paciente teve falência renal que se resolveu em 30 horas e apresenta coleção necrótica aguda, que é complicação local, o que confirma a forma moderadamente grave. A forma grave exige falência orgânica persistente, por mais de 48 horas; nem a necrose isolada nem a falência só na admissão a definem. A forma leve não tem falência orgânica nem complicações locais. A categoria crítica pertence a outra classificação (baseada em determinantes) e não existe na Atlanta revisada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.