Clínica CirúrgicaColangite aguda - Diretrizes de Tóquio 2018Nível 2
Homem, 74 anos, é trazido ao pronto-socorro com febre de 39,2 °C, calafrios, icterícia e dor no hipocôndrio direito há 2 dias. Após 2 litros de cristaloide, mantém PA de 80/50 mmHg e foi iniciada noradrenalina. Exames: leucócitos 21.000/mm³, bilirrubina total 6,8 mg/dL, com predomínio de direta. A ultrassonografia mostra colelitíase e colédoco de 12 mm com imagem de cálculo no seu interior.
De acordo com as Diretrizes de Tóquio 2018, qual é a classificação de gravidade e a conduta mais adequada?
AGrau I (leve); antibioticoterapia e CPRE eletiva após a resolução do quadro
BGrau II (moderada); antibioticoterapia e colecistectomia de urgência
CGrau III (grave); colecistectomia aberta com exploração das vias biliares imediata
DGrau II (moderada); antibioticoterapia e drenagem biliar precoce
EGrau III (grave); suporte orgânico, antibioticoterapia e drenagem biliar de urgência, preferencialmente por CPRE✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
O paciente tem colangite aguda (febre, icterícia e dilatação da via biliar com cálculo) associada a disfunção cardiovascular com necessidade de vasopressor, o que a classifica como grau III (grave) pelas Diretrizes de Tóquio 2018. A conduta é suporte orgânico, antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem biliar de urgência assim que possível, sendo a CPRE com papilotomia a via preferencial (drenagem percutânea trans-hepática como alternativa). A cirurgia aberta de emergência em paciente em choque tem morbimortalidade muito maior que a drenagem endoscópica. O grau II se aplica sem disfunção orgânica, e a colecistectomia trata a vesícula, não a obstrução do colédoco, devendo ser feita depois.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.