Clínica CirúrgicaTrauma abdominal - tratamento não operatório do baçoNível 2
Homem de 28 anos é atendido após colisão de carro, com dor no hipocôndrio esquerdo. Após 1 litro de cristaloide, está estável, com FC de 96 bpm e PA de 126 x 80 mmHg. Tem dor à palpação do hipocôndrio esquerdo, sem sinais de peritonite. A tomografia de abdome com contraste mostra laceração esplênica grau III, sem extravasamento de contraste, e pequena quantidade de líquido periesplênico. Não há outras lesões. O hospital dispõe de centro cirúrgico e UTI.
Qual é a conduta mais adequada?
AEsplenectomia de urgência, pois lesões a partir do grau III exigem cirurgia
BTratamento não operatório, com internação, exame físico e hemoglobina seriados e centro cirúrgico disponível✓ correta
CArteriografia com embolização esplênica obrigatória antes de qualquer outra conduta
DLaparoscopia diagnóstica para confirmar a ausência de sangramento ativo
EAlta hospitalar com analgesia e retorno ambulatorial em 7 dias
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: em paciente hemodinamicamente estável, sem peritonite e sem outras indicações de laparotomia, o tratamento não operatório é o padrão para lesões esplênicas, independentemente do grau. Ele exige monitorização com exames seriados e possibilidade de cirurgia imediata se o paciente instabilizar. A esplenectomia não é indicada pelo grau da lesão, e sim pela instabilidade ou pela falha do tratamento conservador (alternativa A). A angioembolização fica reservada aos casos com extravasamento de contraste (blush) ou sinais de sangramento persistente, por isso não é obrigatória aqui (alternativa C).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.