Clínica CirúrgicaComplicações pós-operatórias - febre e fístula anastomóticaNível 2
Homem de 64 anos está no sexto dia de pós-operatório de hemicolectomia direita com anastomose primária por adenocarcinoma. Vinha aceitando dieta, mas há 24 horas tem febre de 38,8 °C, dor abdominal no flanco direito, distensão e intolerância alimentar. Está com FC de 112 bpm e PA de 128 x 80 mmHg. O abdome está doloroso à palpação profunda do flanco direito, sem sinais de peritonite difusa, e a ferida operatória não tem hiperemia nem secreção. Os leucócitos estão em 18.000/mm³, com desvio à esquerda.
Qual é a principal hipótese e qual é o próximo passo?
AAtelectasia; fisioterapia respiratória e incentivador inspiratório, sem outros exames
BInfecção urinária; coletar urocultura e iniciar antibiótico oral, mantendo a dieta
CInfecção de sítio cirúrgico superficial; abrir parcialmente a ferida e drenar
DFístula anastomótica ou abscesso intra-abdominal; tomografia de abdome com contraste✓ correta
EFlebite no local do acesso venoso; trocar o cateter e observar a curva térmica
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: febre entre o quinto e o sétimo dia após cirurgia colorretal, com dor abdominal, íleo, taquicardia e leucocitose, sugere fístula da anastomose ou abscesso intra-abdominal. Em paciente estável e sem peritonite difusa, a tomografia com contraste confirma o diagnóstico e orienta a drenagem percutânea ou a reabordagem. A atelectasia não explica febre tardia com sinais abdominais (alternativa A). A ferida sem sinais flogísticos afasta infecção de sítio superficial (alternativa C).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.