Clínica CirúrgicaProfilaxia de tromboembolismo venoso - escore de CapriniNível 3
Mulher de 66 anos, com IMC de 31 kg/m², será submetida a colectomia aberta por adenocarcinoma de sigmoide, com duração prevista de 3 horas. Não tem antecedente pessoal ou familiar de tromboembolismo venoso, a função renal é normal e não há fatores de alto risco de sangramento.
Qual é a estratégia de profilaxia de tromboembolismo venoso mais adequada, segundo o escore de Caprini?
AApenas deambulação precoce, pois a paciente não tem antecedente de trombose
BEnoxaparina 40 mg por via subcutânea uma vez ao dia, associada a compressão pneumática intermitente, estendida por cerca de 4 semanas após a alta✓ correta
CApenas meias elásticas de compressão graduada durante a internação, para evitar sangramento da anastomose
DEnoxaparina 1 mg/kg por via subcutânea a cada 12 horas, iniciada no pré-operatório e mantida por 3 meses
EImplante profilático de filtro de veia cava inferior antes da cirurgia, sem anticoagulação
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a paciente soma pelo menos 7 pontos no escore de Caprini (idade de 61 a 74 anos, 2; cirurgia maior com mais de 45 minutos, 2; câncer, 2; IMC acima de 25, 1), o que a classifica como alto risco. Nessa faixa e sem alto risco de sangramento, indica-se profilaxia farmacológica com heparina de baixo peso molecular associada a método mecânico. Em cirurgia oncológica abdominopélvica, a profilaxia deve ser estendida por cerca de 4 semanas. Deambulação ou meias isoladas (alternativas A e C) servem para riscos menores. A dose de 1 mg/kg a cada 12 horas (alternativa D) é terapêutica, e o filtro de veia cava (alternativa E) não é profilaxia de rotina.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.