Oncologia e Cuidados PaliativosObstrução intestinal malignaNível 3
Mulher de 60 anos, com câncer de ovário e carcinomatose peritoneal, tem obstrução intestinal maligna considerada inoperável pela cirurgia. Apresenta dor em cólica, distensão abdominal, vômitos de aspecto fecaloide e parada de eliminação de gases. Já usa morfina subcutânea.
Qual é a prescrição mais adequada para o controle dos sintomas?
AMetoclopramida em dose alta, para estimular o trânsito intestinal.
BLaxantes osmótico e estimulante por via oral, em doses altas.
CNutrição parenteral total e jejum prolongado como prioridade do cuidado.
DSonda nasogástrica permanente, obrigatória para todos os casos até o óbito.
EButilbrometo de escopolamina, dexametasona e haloperidol como antiemético, suspendendo os procinéticos; octreotida e sonda nasogástrica se os vômitos forem refratários.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: na obstrução intestinal maligna inoperável, o manejo clínico usa antissecretor e antiespasmódico (butilbrometo de escopolamina, octreotida), corticoide para reduzir o edema da parede, antiemético de ação central (haloperidol) e analgesia com opioide parenteral. A sonda nasogástrica fica reservada para vômitos refratários. As alternativas A e B erram porque procinéticos e laxantes estimulantes pioram a cólica e podem agravar a obstrução completa. A alternativa D erra porque a sonda nasogástrica permanente para todos causa desconforto e não é a regra. A alternativa C erra porque a nutrição parenteral raramente se justifica e deve ser decidida individualmente segundo o prognóstico e os valores da paciente (Manual ANCP).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.