Oncologia e Cuidados PaliativosAdjuvantes analgésicos na dor neuropáticaNível 2
Homem de 64 anos, tabagista, tem tumor de ápice pulmonar que invade o plexo braquial. Refere dor em queimação no membro superior direito, com choques e alodinia. Usa morfina de liberação imediata, 10 mg VO de 4 em 4 horas, além de dipirona e laxante, com alívio apenas parcial.
Qual é o acréscimo terapêutico mais adequado?
ATrocar a morfina por tramadol, que é mais eficaz na dor neuropática.
BAssociar um anti-inflamatório não esteroide em dose plena e contínua como adjuvante principal.
CTrocar para fentanil transdérmico, porque a dor neuropática não responde à morfina.
DAssociar um benzodiazepínico para controlar os choques e a alodinia.
EAssociar um adjuvante para dor neuropática, como amitriptilina ou gabapentina, com titulação gradual.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: queimação, choques e alodinia caracterizam dor neuropática, que costuma responder só parcialmente aos opioides e melhora com adjuvantes como antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) ou gabapentinoides (gabapentina, pregabalina), em qualquer degrau da escada da OMS. A alternativa A erra porque o tramadol é um opioide fraco e não substitui com vantagem a morfina já em uso. A alternativa C erra porque a dor neuropática não é resistente à morfina e trocar a via não resolve o mecanismo. A alternativa B erra porque o AINE é adjuvante da dor óssea ou inflamatória. A alternativa D erra porque benzodiazepínicos não são analgésicos para dor neuropática (OMS; Manual ANCP).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.