Oncologia e Cuidados PaliativosCâncer de próstata: PSA e decisão compartilhadaNível 2
Um homem de 60 anos, assintomático, sem história familiar de câncer de próstata, procura a UBS e pergunta se deve "fazer o exame de PSA para prevenir o câncer". Não tem queixas urinárias.
De acordo com o Ministério da Saúde/INCA, qual é a conduta mais adequada?
AExplicar que não há recomendação de rastreamento populacional, discutir benefícios e riscos do PSA, como sobrediagnóstico e sobretratamento, e decidir junto com o paciente✓ correta
BNegar a solicitação do PSA, pois o exame é contraindicado em homens assintomáticos
CSolicitar PSA e toque retal anualmente, conforme o programa nacional de rastreamento do Ministério da Saúde
DEncaminhar para biópsia prostática, por ser o único método capaz de excluir o câncer
ESolicitar apenas o toque retal, que dispensa o PSA por ter maior sensibilidade
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: o Ministério da Saúde/INCA não recomenda o rastreamento populacional do câncer de próstata, porque os benefícios em mortalidade são pequenos frente aos riscos de sobrediagnóstico, biópsias e complicações do tratamento, como incontinência e disfunção erétil. A conduta indicada é a decisão compartilhada, respeitando a autonomia do paciente informado. A Sociedade Brasileira de Urologia diverge e recomenda avaliação individual a partir dos 50 anos (45 anos em alto risco). Negar o exame de forma absoluta (alternativa B) desrespeita a autonomia, e não existe programa nacional de rastreamento (alternativa C). A biópsia sem indicação (alternativa D) é invasiva, e o toque retal isolado tem baixa sensibilidade (alternativa E). Referência: INCA, Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Próstata.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.