Oncologia e Cuidados PaliativosRastreamento do câncer de mamaNível 1
Uma mulher de 58 anos, assintomática, sem história familiar de câncer de mama ou ovário, vai à UBS para consulta de rotina. O exame clínico das mamas é normal. A última mamografia, feita há 2 anos, foi classificada como BI-RADS 1.
Segundo o Ministério da Saúde/INCA, qual é a conduta de rastreamento indicada?
ASolicitar mamografia associada a ultrassonografia mamária, ambas anuais
BSolicitar ressonância magnética das mamas, por ser mais sensível que a mamografia
CSolicitar mamografia apenas se houver nódulo palpável ao autoexame
DSolicitar nova mamografia de rastreamento agora, mantendo intervalo de 2 anos✓ correta
EEncerrar o rastreamento, pois ela já tem dois exames normais após os 55 anos
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: para mulheres de risco habitual de 50 a 69 anos, o Ministério da Saúde/INCA recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos, e a paciente está no momento de repetir o exame. Em 2025, o MS ampliou o acesso: mulheres de 40 a 49 anos podem fazer o exame por decisão compartilhada, e o rastreamento pode ir até os 74 anos; para esta paciente, a conduta não muda. Ultrassonografia e ressonância (alternativas A e B) não são métodos de rastreamento populacional em mulheres de risco habitual. Esperar um nódulo palpável (alternativa C) transforma o rastreamento em diagnóstico tardio. Exames normais anteriores não são motivo para encerrar o rastreamento numa mulher de 58 anos (alternativa E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.