Oncologia e Cuidados PaliativosRastreamento do câncer do colo do úteroNível 1
Uma mulher de 30 anos, que já teve atividade sexual, vai à UBS de um município onde o rastreamento do câncer do colo do útero ainda é feito pelo exame citopatológico (o teste de DNA-HPV ainda não foi implantado ali). Ela fez o primeiro exame preventivo há um ano, com resultado normal.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA/MS, 2016), que tratam do rastreamento citopatológico, qual é a recomendação?
ARepetir o citopatológico agora e, se vier normal de novo, passar a fazer o exame a cada 3 anos até os 64 anos✓ correta
BRepetir o citopatológico a cada ano, sem mudar o intervalo, até a menopausa
CPassar já ao intervalo de 3 anos, pois um exame normal basta, e rastrear dos 21 aos 65 anos
DSuspender o rastreamento até que ela tenha sintomas como sangramento após a relação sexual
ERepetir o citopatológico a cada 6 meses, por ter começado o rastreamento depois dos 25 anos
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: pela diretriz de 2016 do INCA/MS, o citopatológico é oferecido às mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual, com os dois primeiros exames feitos com intervalo de um ano e, se os dois forem normais, os seguintes a cada 3 anos. Manter o exame anual até a menopausa (alternativa B) não traz benefício e contraria tanto o intervalo quanto a faixa etária da diretriz. A faixa de 21 a 65 anos com intervalo trienal após um só exame (alternativa C) é a recomendação norte-americana, e não a brasileira. Esperar sintomas (alternativa D) deixa de lado o objetivo do rastreamento, que é achar lesões precursoras em mulheres assintomáticas. Vale saber que a diretriz de 2024 do MS/INCA adota o teste de DNA-HPV oncogênico (25 a 64 anos, a cada 5 anos se negativo), que está sendo implantado aos poucos no SUS.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.