Clínica Médica IIIDengue: classificação de risco e manejo pelo Ministério da SaúdeNível 2
Mulher de 32 anos tem febre alta há 4 dias, cefaleia, dor retro-orbitária e mialgia, em período de epidemia de dengue. Hoje a febre cedeu, mas surgiram dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. Ao exame, está lúcida, com pressão arterial de 110 x 70 mmHg sem hipotensão postural, frequência cardíaca de 96 bpm, extremidades quentes e enchimento capilar normal.
Exames: hematócrito de 46% (35% em exame prévio) e plaquetas de 60.000/mm³.
Segundo o Ministério da Saúde, qual é a classificação e a conduta?
AGrupo A; hidratação oral e acompanhamento ambulatorial
BGrupo C, por sinais de alarme; internação e hidratação venosa imediata com cristaloide, com reavaliação clínica e do hematócrito✓ correta
CGrupo D; transfusão de plaquetas
DGrupo B; hidratação oral supervisionada e retorno em 48 horas
EGrupo A; AINE para a dor abdominal e alta
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e aumento do hematócrito na fase de queda da febre são sinais de alarme. Sem sinais de choque, a paciente é do grupo C, que exige internação e expansão volêmica venosa com cristaloide e reavaliações seriadas. O grupo D (C) é definido por choque ou disfunção grave, e plaquetas de 60.000/mm³ sem sangramento grave não indicam transfusão. Os grupos A e B (A, D, E) se aplicam apenas a quem não tem sinais de alarme. AINEs (E) são contraindicados na dengue pelo risco de sangramento.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.