Clínica Médica IIICetoacidose diabética - potássio e insulinoterapiaNível 3
Jovem de 19 anos, com DM1, chega ao pronto-socorro com vômitos, dor abdominal e respiração profunda. Exames: glicemia de 480 mg/dL, pH de 7,12, bicarbonato de 8 mEq/L, cetonemia positiva, sódio de 132 mEq/L, potássio de 3,1 mEq/L e creatinina de 1,2 mg/dL. Recebeu a expansão volêmica inicial com soro fisiológico 0,9%.
Qual é a próxima conduta mais adequada?
AIniciar imediatamente insulina regular intravenosa contínua a 0,1 U/kg/h
BAdministrar bicarbonato de sódio intravenoso para corrigir a acidose
CAplicar insulina regular subcutânea e dar alta com orientações
DRepor potássio intravenoso e adiar a insulina até o potássio atingir pelo menos 3,3 mEq/L✓ correta
ETrocar a hidratação por soro glicosado 5% isolado
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: na cetoacidose, a insulina leva o potássio para dentro das células. Se ela for iniciada com potássio abaixo de 3,3 mEq/L, pode causar hipocalemia grave, com arritmias e fraqueza da musculatura respiratória. Por isso a SBD orienta repor o potássio antes de iniciar a insulina. Começar a insulina imediatamente ignora esse risco (A). O bicarbonato fica reservado para acidose muito grave, com pH abaixo de 6,9, e não é o caso (B). A cetoacidose moderada a grave exige tratamento hospitalar (C), e o soro glicosado só entra quando a glicemia cai para cerca de 200 a 250 mg/dL (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.