Clínica Médica IIIÉtica: sigilo e comunicação do diagnóstico de HIVNível 2
Homem de 35 anos recebe na unidade básica de saúde o diagnóstico de infecção pelo HIV. Ele tem relação estável com uma parceira, com quem mantém relações sexuais sem preservativo, e afirma que não pretende contar a ela sobre o diagnóstico.
À luz do Código de Ética Médica, qual é a conduta inicial mais adequada?
ATelefonar imediatamente para a parceira e informá-la, sem conversar antes com o paciente
BComunicar o diagnóstico ao empregador do paciente para proteger os colegas de trabalho
CRegistrar a decisão no prontuário e não tratar mais do assunto, pois o sigilo médico é absoluto
DCondicionar o início da TARV à revelação do diagnóstico à parceira
EExplicar os riscos de transmissão e incentivar e apoiar o paciente a revelar o diagnóstico à parceira, oferecendo consulta conjunta e testagem dela, e considerar a quebra de sigilo por justo motivo apenas se a recusa persistir✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o sigilo é dever do médico (art. 73 do Código de Ética Médica), mas admite exceção por justo motivo, como o risco concreto de transmissão a uma parceira identificável. O primeiro passo é aconselhar e apoiar o próprio paciente a revelar o diagnóstico, oferecendo consulta conjunta, testagem e profilaxias à parceira. A comunicação pelo médico só se justifica se a recusa persistir, e deve ser registrada. Avisar a parceira sem antes tentar com o paciente (A) atropela essa etapa. Informar o empregador (B) é uma quebra de sigilo sem justificativa. Tratar o sigilo como absoluto (C) ignora o risco a terceiros, e condicionar a TARV (D) prejudica o paciente e a saúde pública.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.