Clínica Médica IIIPúrpura trombocitopênica imuneNível 2
Mulher de 28 anos, previamente hígida, apresenta há 5 dias petéquias nos membros inferiores e pequeno sangramento gengival. Não usa medicamentos novos. O exame físico não mostra linfonodomegalias nem hepatoesplenomegalia.
Exames: Hb de 13,2 g/dL, leucócitos de 6.800/mm³ com diferencial normal, plaquetas de 12.000/mm³, esfregaço com plaquetas grandes, sem esquistócitos e sem blastos, TP e TTPa normais e sorologias para HIV e hepatite C negativas.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
ATransfusão profilática de plaquetas e alta com retorno ambulatorial
BIndicar esplenectomia como tratamento inicial
CRealizar plasmaférese de urgência
DConsiderar púrpura trombocitopênica imune e iniciar glicocorticoide, com acompanhamento hematológico✓ correta
EIniciar heparina pela suspeita de coagulação intravascular disseminada
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: trombocitopenia isolada e intensa, com sangramento mucocutâneo, demais séries normais, esfregaço sem esquistócitos ou blastos, coagulograma normal e exame físico sem alterações caracteriza a púrpura trombocitopênica imune. A primeira linha é o glicocorticoide (prednisona ou dexametasona). A transfusão de plaquetas (A) fica para sangramento grave, porque as plaquetas transfundidas são destruídas rapidamente. A esplenectomia (B) é opção para doença refratária, não para o início do tratamento. Plasmaférese (C) é o tratamento da púrpura trombocitopênica trombótica, que tem esquistócitos, e TP e TTPa normais afastam CIVD (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.