Clínica Médica IIITalassemias: diagnóstico diferencial das anemias microcíticasNível 3
Homem de 25 anos, assintomático, faz hemograma admissional que mostra Hb de 12,4 g/dL, VCM de 63 fL, HCM de 20 pg, RDW de 13,5% e contagem de hemácias de 6,4 milhões/mm³. A ferritina é de 110 ng/mL. A eletroforese de hemoglobina mostra HbA2 de 5,2% (VR de 2,0 a 3,5%), sem hemoglobinas anômalas.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta adequada?
AAnemia ferropriva; sulfato ferroso por 3 meses
BTraço beta-talassêmico (talassemia beta menor); não repor ferro, orientar o paciente e oferecer aconselhamento genético✓ correta
CAnemia de doença crônica; investigar neoplasia oculta
DAnemia falciforme; iniciar hidroxiureia
EAnemia sideroblástica; iniciar piridoxina
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: microcitose acentuada com anemia leve, número de hemácias aumentado, RDW normal, ferritina normal e HbA2 elevada caracterizam o traço beta-talassêmico. Não há tratamento específico, e repor ferro sem ferropenia (A) leva a sobrecarga de ferro. Está indicado aconselhamento genético, porque se a parceira também for portadora há risco de talassemia maior ou de outra hemoglobinopatia nos filhos. A anemia de doença crônica (C) raramente causa microcitose tão intensa com hemácias aumentadas. A eletroforese não mostrou HbS, o que exclui anemia falciforme (D).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.