Clínica Médica IIIPolimialgia reumática e arterite de células gigantesNível 3
Mulher de 74 anos relata, há 6 semanas, dor e rigidez nas cinturas escapular e pélvica, com rigidez matinal de mais de 1 hora. Há 5 dias surgiram cefaleia temporal direita de início recente, dor na mandíbula ao mastigar e um episódio de visão turva transitória no olho direito.
Ao exame, a artéria temporal direita está espessada, dolorosa e com pulso diminuído. Exames: VHS de 92 mm/h e PCR de 8 mg/dL (VR < 0,5 mg/dL).
Qual é a conduta mais adequada?
AIniciar glicocorticoide em dose alta imediatamente e encaminhar com urgência para confirmação diagnóstica, sem atrasar o tratamento✓ correta
BIniciar prednisona em dose baixa, como na polimialgia reumática isolada
CAguardar o resultado da biópsia da artéria temporal antes de iniciar qualquer tratamento
DPrescrever AINE e reavaliar em 2 semanas
ESolicitar fator reumatoide e anti-CCP, pois o quadro sugere artrite reumatoide de início tardio
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a polimialgia reumática associada a cefaleia temporal nova, claudicação mandibular, alteração da artéria temporal e sintoma visual indica arterite de células gigantes com risco de cegueira irreversível. O glicocorticoide em dose alta deve ser iniciado imediatamente. A biópsia ou a ultrassonografia continuam úteis por alguns dias depois de iniciado o tratamento, então não há motivo para esperar por elas (C). A dose baixa usada na polimialgia isolada (B) não protege a visão. O AINE (D) não controla a vasculite, e o quadro não sugere artrite reumatoide (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.