Clínica Médica IIILúpus eritematoso sistêmico: autoanticorpos e nefrite lúpicaNível 3
Mulher de 24 anos apresenta, há 1 mês, dor em várias articulações, eritema malar, úlceras orais indolores e edema de membros inferiores. A pressão arterial é de 150 x 95 mmHg.
Exames: FAN 1:640 com padrão nuclear homogêneo, anti-DNA de dupla hélice positivo, C3 e C4 baixos, creatinina de 1,2 mg/dL, proteinúria de 2,1 g/24 h e sedimento urinário com hemácias dismórficas e cilindros hemáticos.
Qual é o passo mais adequado para definir o tratamento da complicação renal?
AIniciar apenas hidroxicloroquina e repetir o exame de urina em 6 meses
BSolicitar anticorpo anti-histona para confirmar o diagnóstico de lúpus
CPrescrever AINE para as artralgias e diurético para o edema, sem investigação adicional
DEncaminhar com prioridade à reumatologia e à nefrologia para biópsia renal, que define a classe histológica e orienta a imunossupressão✓ correta
ETratar como síndrome nefrótica primária por lesão mínima, com prednisona isolada
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a paciente preenche critérios de lúpus eritematoso sistêmico e tem sinais de nefrite lúpica (proteinúria acima de 0,5 g/24 h, sedimento ativo com cilindros hemáticos e consumo de complemento). A biópsia renal está indicada porque a classe histológica define o tipo e a intensidade da imunossupressão. Usar só hidroxicloroquina e esperar (A) deixa a nefrite proliferativa progredir. O anti-histona (B) indica lúpus induzido por fármacos, que raramente compromete o rim, e o anti-DNA já sustenta o diagnóstico. O AINE (C) é nefrotóxico nesse contexto, e o sedimento nefrítico não combina com lesão mínima (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.