Clínica Médica IIIComplicações agudas - estado hiperglicêmico hiperosmolarNível 1
Mulher de 78 anos, com DM2 em uso de metformina, é trazida por confusão mental e sonolência há 3 dias, além de pouca ingestão de líquidos. Está desidratada. Exames: glicemia de 860 mg/dL, sódio de 148 mEq/L, osmolalidade sérica efetiva de cerca de 344 mOsm/kg, pH de 7,38, bicarbonato de 21 mEq/L e cetonúria negativa.
Qual é o diagnóstico mais provável?
AEstado hiperglicêmico hiperosmolar✓ correta
BCetoacidose diabética leve
CCetoacidose diabética euglicêmica
DAcidose lática associada à metformina
EDiabetes insipidus central
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: há glicemia acima de 600 mg/dL, osmolalidade efetiva acima de 320 mOsm/kg, rebaixamento de consciência e ausência de acidose e de cetose relevantes. Esse é o quadro típico do estado hiperglicêmico hiperosmolar no idoso com DM2. A cetoacidose, inclusive a leve, exige pH abaixo de 7,3 ou bicarbonato abaixo de 18 mEq/L e cetose presente (B). A cetoacidose euglicêmica ocorre com glicemia baixa, geralmente abaixo de 250 mg/dL (C). Na acidose lática haveria acidose metabólica (D). No diabetes insipidus não há hiperglicemia dessa magnitude (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.