Clínica Médica IIPancreatite aguda - diagnósticoNível 2
Mulher de 42 anos procura o pronto-atendimento com dor epigástrica intensa, em faixa, irradiada para o dorso, iniciada há 12 horas após refeição gordurosa, acompanhada de vômitos. Está afebril, com PA 130 x 80 mmHg e FC 100 bpm. A lipase sérica é de 1.800 U/L (referência até 60 U/L). A ultrassonografia de abdome mostra colelitíase, sem dilatação das vias biliares; a bilirrubina total é normal.
Qual é a conduta diagnóstica mais adequada neste momento?
ASolicitar tomografia de abdome com contraste imediatamente para confirmar o diagnóstico
BSolicitar dosagem de amilase, pois a lipase isolada não permite firmar o diagnóstico
CSolicitar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica de urgência nas primeiras horas
DConsiderar o diagnóstico estabelecido e reservar a tomografia para dúvida ou piora após 72 horas✓ correta
ESolicitar ressonância magnética de abdome para confirmar a pancreatite antes da internação
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: pelos critérios de Atlanta, o diagnóstico de pancreatite aguda exige dois de três critérios (dor típica, lipase ou amilase acima de três vezes o limite superior e imagem compatível), e esta paciente já preenche os dois primeiros. A tomografia com contraste não é necessária para o diagnóstico nesse cenário e é mais útil após 72 horas, quando é possível avaliar necrose e complicações. A amilase não acrescenta informação quando a lipase já está muito elevada. A CPRE de urgência é indicada na colangite ou na obstrução biliar persistente, ausentes no caso.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.