Clínica Médica IIHipertensão secundária - hiperaldosteronismo primárioNível 2
Mulher de 41 anos, com hipertensão arterial há 3 anos, mantém PA de 158/98 mmHg, confirmada por MAPA, apesar de usar anlodipino, losartana e hidroclorotiazida em doses plenas, com boa adesão comprovada. Não tem crises de palpitação, sudorese ou cefaleia, nem fácies ou estrias sugestivas de hipercortisolismo. Exames: potássio sérico de 3,0 mEq/L, sódio de 143 mEq/L, creatinina de 0,8 mg/dL e TSH normal.
Qual é o exame inicial mais adequado para investigar a causa provável?
ADosagem de metanefrinas plasmáticas livres
BRelação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática✓ correta
CCortisol livre em urina de 24 horas
DAngiotomografia das artérias renais
EPolissonografia de noite inteira
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: hipertensão resistente associada a hipocalemia é o cenário clássico para rastrear hiperaldosteronismo primário, a causa endócrina mais comum de hipertensão secundária, e o exame inicial é a relação aldosterona/atividade de renina plasmática. As metanefrinas seriam indicadas se houvesse paroxismos adrenérgicos, que a paciente não tem. O cortisol urinário se aplica quando há estigmas de síndrome de Cushing, também ausentes. A angiotomografia renal é útil na suspeita de doença renovascular, sugerida por piora da função renal com bloqueadores do sistema renina-angiotensina ou por sopro abdominal, mas não é o primeiro exame neste caso.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.