Clínica Médica IITromboembolismo pulmonar - Wells e D-dímero; uso racional de examesNível 3
Mulher de 32 anos, usuária de anticoncepcional oral combinado, procura o pronto-atendimento com dor torácica ventilatório-dependente e dispneia leve que começaram há 1 dia. Não tem cirurgia recente, imobilização, câncer nem história de trombose. Exame: PA de 122/78 mmHg, FC de 94 bpm, FR de 18 irpm, SatO2 de 96% em ar ambiente, sem hemoptise e sem edema ou dor nas panturrilhas. ECG e radiografia de tórax normais. O médico considera tromboembolismo pulmonar (TEP) entre as hipóteses.
Considerando o uso racional de exames, qual é o próximo passo mais adequado?
AFazer angiotomografia de tórax imediatamente
BIniciar anticoagulação plena e fazer angiotomografia de tórax
CDosar o D-dímero e, se normal, considerar o TEP afastado sem exame de imagem✓ correta
DFazer cintilografia de ventilação-perfusão e ecocardiograma
EFazer ultrassonografia Doppler dos membros inferiores e, depois, angiotomografia
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: mesmo que o TEP seja considerado o diagnóstico mais provável (3 pontos), o escore de Wells fica em 3, faixa de TEP improvável (≤4), e nessa situação o primeiro exame é o D-dímero, que, se normal, afasta o diagnóstico com segurança. Os critérios PERC não podem ser usados para dispensar o D-dímero, porque ela usa estrogênio. Pedir angiotomografia logo de início, em paciente de baixa probabilidade, expõe a radiação e a contraste sem necessidade e aumenta achados incidentais, contrariando a prevenção quaternária. A anticoagulação empírica antes da confirmação é reservada para alta probabilidade clínica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.