Clínica Médica IITuberculose pulmonar - esquema básico, notificação e sigiloNível 2
Homem de 35 anos, motorista de aplicativo, mora com a esposa e dois filhos pequenos. Tem tosse produtiva há 5 semanas, febre vespertina e perda de 6 kg. A baciloscopia de escarro foi positiva, e o teste rápido molecular (TRM-TB) detectou Mycobacterium tuberculosis sensível à rifampicina. Teste rápido para HIV negativo. Durante a consulta, ele pede ao médico que não conte o diagnóstico ao seu empregador nem a ninguém da empresa, por medo de perder o trabalho.
Qual é a conduta mais adequada?
AIniciar RHZE e informar o empregador, dispensando a notificação por se tratar de caso confirmado
BAguardar o resultado da cultura antes de tratar e notificar só depois
CIniciar RHZE sem notificar o caso, em respeito ao pedido de sigilo do paciente
DEncaminhar ao hospital terciário, onde devem ser feitos o tratamento e a notificação
EIniciar o esquema básico (RHZE), notificar no Sinan, avaliar os contatos e não informar o empregador sem autorização✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: trata-se de tuberculose pulmonar sensível à rifampicina, e a conduta é iniciar logo o esquema básico (2 meses de RHZE e 4 meses de RH) na atenção primária, notificar o caso no Sinan e avaliar os contatos domiciliares, com atenção especial às crianças. A notificação compulsória às autoridades de saúde é dever legal e não viola o sigilo médico. Já revelar o diagnóstico ao empregador sem consentimento seria infração ética, pois o Código de Ética Médica protege o sigilo. Omitir a notificação também é erro. Esperar a cultura atrasa um tratamento já bem indicado e mantém a transmissão. Casos sem complicações devem ser tratados na própria UBS, com tratamento diretamente observado, sem encaminhamento ao nível terciário.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.