Clínica Médica IIDPOC - classificação GOLD e tratamento de manutençãoNível 3
Homem de 64 anos, tabagista ativo com carga de 45 maços-ano, relata dispneia ao caminhar no plano em seu próprio ritmo (escala mMRC 2) e tosse matinal há 2 anos. No último ano teve uma exacerbação tratada em casa, sem internação. A espirometria pós-broncodilatador mostra VEF1/CVF de 0,58 e VEF1 de 55% do previsto. Eosinófilos no sangue de 150 células/µL. Ainda não usa medicamento de manutenção.
Qual é o tratamento farmacológico de manutenção mais adequado, junto com a cessação do tabagismo e a vacinação?
ACorticoide inalatório isolado em dose alta
BAssociação de corticoide inalatório com LABA
CSalbutamol isolado, apenas conforme a necessidade
DAssociação de LAMA com LABA✓ correta
EPrednisona oral em dose baixa, de uso contínuo
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador abaixo de 0,70 confirma DPOC, o VEF1 de 55% corresponde a GOLD 2, e um paciente muito sintomático (mMRC ≥2) com no máximo uma exacerbação moderada sem internação pertence ao grupo B, em que se recomenda a dupla broncodilatação com LAMA e LABA. O corticoide inalatório não é indicado de rotina nesse grupo, sobretudo com eosinófilos abaixo de 300 células/µL, porque aumenta o risco de pneumonia sem benefício claro. O salbutamol isolado não basta para quem tem sintomas diários. O corticoide oral contínuo não é recomendado por causa dos efeitos adversos. Parar de fumar é a única medida que muda a progressão da doença.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.