Clínica Médica IIFibrilação atrial - CHA2DS2-VASc e anticoagulação; autonomia do pacienteNível 2
Mulher de 74 anos, hipertensa e diabética tipo 2, tem fibrilação atrial permanente com frequência cardíaca controlada. Não tem valvopatia moderada ou grave, nem prótese valvar, e a função renal é normal. Não teve sangramentos prévios. Quando o médico fala em anticoagulação, ela diz que tem muito medo, porque uma vizinha teve AVC hemorrágico usando anticoagulante, e pergunta se não poderia tomar só AAS.
Qual é a conduta mais adequada?
APrescrever AAS, que é mais seguro e tem eficácia semelhante na prevenção de AVC
BExplicar riscos e benefícios, recomendar anticoagulação oral e decidir junto com a paciente✓ correta
CNão anticoagular, pois o escore CHA2DS2-VASc dela é de 2 pontos
DPrescrever o anticoagulante sem discutir, pois a indicação é absoluta
EIndicar cardioversão elétrica para dispensar a anticoagulação
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: o escore CHA2DS2-VASc é 4 (idade de 65 a 74 anos, sexo feminino, hipertensão e diabetes), o que indica claramente anticoagulação oral com varfarina ou anticoagulante direto. A decisão deve ser compartilhada, com informação clara sobre o risco de AVC isquêmico e o risco de sangramento, respeitando a autonomia da paciente, como prevê o Código de Ética Médica. O AAS não é alternativa eficaz para prevenir AVC na fibrilação atrial e também causa sangramento. Prescrever sem dialogar desrespeita a autonomia e prejudica a adesão. Na FA permanente, a cardioversão não está indicada e, de qualquer forma, não dispensaria a anticoagulação, que depende do escore de risco.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.