Clínica Médica IDistúrbios da hemostasia: plaquetopeniaNível 3
Mulher de 30 anos, assintomática, faz hemograma admissional que mostra plaquetas de 38.000/mm³ (referência 150.000 a 450.000/mm³), com hemoglobina e leucócitos normais. Nega sangramentos, uso de medicamentos e doenças prévias. O exame físico é normal, sem petéquias, equimoses, linfonodomegalias ou esplenomegalia. Na revisão da lâmina pelo laboratório, há grumos plaquetários. A amostra foi colhida em tubo com EDTA.
Qual é a conduta mais adequada?
ADiagnosticar púrpura trombocitopênica imune e iniciar prednisona
BTransfundir plaquetas pelo risco de sangramento espontâneo
CEncaminhar para mielograma, para afastar doença medular
DRepetir a contagem de plaquetas em tubo com citrato e revisar o esfregaço✓ correta
EIndicar esplenectomia, por ser o tratamento definitivo da plaquetopenia
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: plaquetopenia isolada em paciente assintomática, sem sangramento e com grumos plaquetários no esfregaço sugere pseudoplaquetopenia induzida pelo EDTA, um artefato em que as plaquetas se agregam no tubo e a contagem automatizada sai falsamente baixa. O passo seguinte é repetir a contagem em tubo com citrato (ou heparina) e revisar o esfregaço. Diagnosticar PTI e tratar (A) sem afastar o artefato expõe a paciente a corticoide desnecessário. Transfusão (B), mielograma (C) e esplenectomia (E) são intervenções sem indicação antes de confirmar que a plaquetopenia é real.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.