Clínica Médica IPancreatite agudaNível 1
Mulher de 48 anos chega ao pronto-socorro com dor epigástrica intensa em faixa, irradiada para o dorso, iniciada há 8 horas após refeição gordurosa, com vômitos repetidos. Nega etilismo. PA 128/78 mmHg, FC 102 bpm, temperatura 37,4 °C, SpO2 97% em ar ambiente.
Exames: lipase 1.200 U/L (referência < 60 U/L), leucócitos 13.500/mm³, creatinina 0,9 mg/dL, bilirrubinas normais. A ultrassonografia de abdome mostra colelitíase, sem dilatação das vias biliares.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
ATomografia de abdome com contraste imediata para confirmar o diagnóstico
BAntibioticoprofilaxia com carbapenêmico para prevenir necrose infectada
CHidratação venosa com cristaloide, analgesia e monitorização, com colecistectomia na mesma internação✓ correta
DColangiopancreatografia retrógrada endoscópica de urgência
EJejum prolongado com nutrição parenteral total desde a admissão
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o diagnóstico de pancreatite aguda já está estabelecido pela dor típica associada a lipase acima de 3 vezes o limite superior, e a etiologia provável é biliar. O tratamento inicial é suporte: hidratação com cristaloide, analgesia, monitorização e reintrodução precoce da dieta oral. Na pancreatite biliar leve, a colecistectomia deve ser feita na mesma internação, para evitar recorrência. A tomografia (A) não é necessária para o diagnóstico nas primeiras horas. A antibioticoprofilaxia (B) não é recomendada. A CPRE de urgência (D) fica reservada a colangite ou obstrução biliar persistente, ausentes aqui, e a nutrição parenteral (E) não é preferível à via enteral.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.