Clínica Médica IÚlcera péptica e Helicobacter pyloriNível 2
Homem de 42 anos, com dor epigástrica em queimação que melhora com a alimentação e piora de madrugada há 2 meses, sem perda de peso, anemia ou disfagia. Não usa anti-inflamatórios. A endoscopia digestiva alta mostrou úlcera de 8 mm no bulbo duodenal, sem sangramento ativo, e o teste rápido da urease foi positivo. Não tem alergia a penicilina e nunca recebeu claritromicina.
Qual é a conduta mais adequada?
AOmeprazol, amoxicilina e claritromicina por 14 dias, com teste de erradicação após o tratamento✓ correta
BOmeprazol isolado por 8 semanas, sem tratar a infecção
CBloqueador H2 associado a sucralfato por 4 semanas
DAmoxicilina e claritromicina por 7 dias, sem inibidor de bomba de prótons
EEncaminhamento para vagotomia, pela localização duodenal da úlcera
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: úlcera duodenal associada ao Helicobacter pylori deve ser tratada com erradicação. O esquema de primeira linha do Consenso Brasileiro sobre H. pylori é a terapia tripla com IBP, amoxicilina e claritromicina por 14 dias. A erradicação deve ser confirmada com teste respiratório da ureia, antígeno fecal ou nova endoscopia, pelo menos 4 semanas após o fim dos antibióticos e 2 semanas após suspender o IBP. Tratar só com IBP (B) ou com bloqueador H2 (C) cicatriza a úlcera, mas deixa alta taxa de recidiva. Antibióticos sem IBP (D) têm baixa eficácia, e a cirurgia (E) não tem papel na úlcera não complicada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.