Clínica Médica IOsteoporose: diagnóstico e tratamentoNível 1
Mulher de 68 anos, na pós-menopausa há 18 anos, faz densitometria óssea de rotina, que mostra T-score de -2,8 no colo do fêmur e de -2,6 na coluna lombar. Não tem história de fratura. Nega dispepsia ou doença esofágica, tem creatinina de 0,9 mg/dL e 25-hidroxivitamina D de 34 ng/mL.
Considere a definição da OMS: osteoporose quando o T-score é ≤ -2,5.
Qual é a conduta farmacológica de primeira linha?
ACalcitonina nasal contínua como tratamento de manutenção
BTerapia hormonal estrogênica com o objetivo principal de prevenir fraturas
CApenas orientação dietética e exercícios, sem tratamento medicamentoso
DAlendronato semanal em jejum, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D✓ correta
ETeriparatida subcutânea diária como primeira escolha
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a paciente tem osteoporose densitométrica, e os bisfosfonatos orais, como o alendronato 70 mg por semana (disponível no SUS, PCDT de Osteoporose), são a primeira linha, associados a cálcio, vitamina D, exercícios e prevenção de quedas. O comprimido deve ser tomado em jejum, com água, e a paciente deve ficar em pé por 30 minutos para evitar esofagite. A teriparatida (E) é reservada a casos graves ou a falha terapêutica, sob acompanhamento especializado. A calcitonina (A) tem eficácia antifratura limitada, e a terapia hormonal (B) não é indicada com esse objetivo principal em idosas. Deixar de tratar (C) é inadequado com T-score de -2,8.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.