Clínica Médica IHipertireoidismo: doença de GravesNível 1
Mulher de 32 anos, não gestante, refere palpitações, intolerância ao calor, tremor nas mãos e perda de 6 kg nos últimos 3 meses, apesar do apetite aumentado. Ao exame: FC 112 bpm, PA 138/70 mmHg, pele quente e úmida, exoftalmia bilateral discreta, sem dor nem sinais inflamatórios oculares, e bócio difuso indolor com sopro à ausculta.
Exames: TSH < 0,01 mUI/L (referência 0,4 a 4,0 mUI/L) e T4 livre 3,8 ng/dL (referência 0,9 a 1,7 ng/dL).
Qual é a conduta inicial mais adequada?
ALevotiroxina, para inibir a produção de TSH e reduzir o bócio
BPropiltiouracil como fármaco de primeira escolha fora da gestação
CTireoidectomia total imediata, pela presença de bócio e exoftalmia
DMetimazol associado a propranolol para controle dos sintomas adrenérgicos✓ correta
EObservação clínica, por se tratar de tireoidite autolimitada
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: bócio difuso com sopro, exoftalmia e hipertireoidismo primário (TSH suprimido e T4 livre elevado) caracterizam a doença de Graves. O tratamento inicial é o metimazol, tionamida de primeira escolha fora do primeiro trimestre da gestação, associado a betabloqueador (propranolol) para taquicardia e tremor. O propiltiouracil (B) fica reservado ao primeiro trimestre da gestação e à crise tireotóxica, pelo maior risco de hepatotoxicidade. Levotiroxina (A) agravaria a tireotoxicose. A tireoidite (E) não cursa com exoftalmia nem com sopro, e a cirurgia (C) não é a conduta inicial.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.